quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Mandato Cultural, Social e Espiritual


Os três primeiros capítulos de Gênesis nos ensinam responsabilidades e ordenanças da criação feitas a Adão e Eva antes do pecado. Chamamos estas ordenanças de mandatos. Mandato Cultural, Social e Espiritual. Precisamos aprender estas responsabilidades e ordenanças embutidas na estrutura da criação de Deus para obedecê-las.
Mandato Cultural: este é o primeiro mandato. O homem foi colocado para supervisionar todas as formas de vida na terra, este governo envolvia trabalho. O domínio e sujeição (Gn 1:28), a guarda e o cultivo (Gn 2:17) são ordens claras com relação a este mandato. A responsabilidade do homem era cuidar, guardar e desfrutar da criação. A política, trabalho, educação, artes, lazer, tecnologia, indústria deveriam ser desenvolvidos com os padrões estabelecidos por Deus. O trabalho do homem não é uma opção, e sim uma ordem. O trabalho é um mandato de Deus, por isso devemos entender que nossa profissão deve honrar a Deus seja em que área for. Muitos entendem que o trabalho é um peso, ou uma tarefa que só tem por objetivo o sustento de sua família (Cl 3:22-25, Rm 8:19-23 e 2 Ts 3:10-12). Muitos cristãos entendem este mandato como “secular”, ou seja, tudo aquilo está ligado ao mundo físico e temporal não é espiritual. A bíblia nos mostra exatamente o contrário, tudo deve ser feito para a glória de Deus, por isso não existe esse dualismo: “Sagrado” e “Secular”.
Mandato Social: este é o segundo mandato. Deus criou a humanidade à sua imagem e semelhança e como macho e fêmea. Este mandato provê a base divinamente ordenada para o casamento e para a família. O mandato social é a base para o mandato cultural, pois da família se desenvolve a sociedade e a cultura. Portanto, casamento não é invenção humana, é mandato de Deus e deve ser obedecido e cumprido (Gn 1:28).
O primeiro casamento da história bíblica foi a união de Adão e Eva, realizada por Deus (Gn 2:23,24). Tanto homem como mulher são iguais na sua importância e na sua pessoalidade, pois foram feitos igualmente a imagem de Deus. Por isso devemos excluir qualquer tipo de sentimento de orgulho ou inferioridade, e qualquer idéia que um sexo seja melhor ou pior do que o outro. A diferença está no papel de cada um. Deus criou homem e mulher com diferentes papéis e responsabilidades.
O marido deve amar e cuidar de sua esposa e tratá-la com respeito e dignidade (Ef 5:23-28). Sendo o responsável pela união conjugal exercendo autoridade e liderança sobre a família (1 Co 11:3; 8-9). O marido deve ser o provedor principal do lar, com isso não quero dizer que a esposa não possa trabalhar, pelo contrário, veremos logo a seguir sobre a mulher virtuosa que dentre suas qualidades o seu trabalho era uma delas. Adão foi criado primeiro, e só depois, Eva (Gn 2:7; 18-23), Deus tinha Adão como o líder da família. Este princípio bíblico tem sido ignorado dia após dia devido às novas teorias sociais e psicológicas.
A mulher deve ser submissa ao marido, respeitá-lo sendo sua auxiliadora idônea (Gn 2:18; Ef 5:22-24). A bíblia trata a mulher como sendo a parte mais frágil no sentido de força física em relação ao homem, não no sentido de habilidades moral, espiritual ou mental (1 Pe 3:7). Quando lemos sobre a mulher virtuosa em Provérbios 31, vemos o relato de uma mulher de grande desenvoltura, fonte de força e benção para seu marido e filhos.
Mandato Espiritual: este mandato tem a ver ao relacionamento que Deus estabeleceu com os portadores de sua imagem, ou seja, homem e mulher. Deus desejava ter um relacionamento íntimo e pessoal, estabelecendo um dia de descanso onde as atenções deveriam ser direcionadas somente para Ele. Deus, quando criou o homem estabeleceu uma ligação especial com ele, onde existia uma comunhão amorosa, exercida no andar com Deus diariamente, conversando com intimidade e expressando amor, honra devoção e louvor. Essa comunhão foi quebrada com a queda do homem, devido o homem não ter honrado a Deus em não comer de uma única árvore (árvore do conhecimento do bem e do mal – Gn 2.9,16-17), esse vínculo de amor foi cortado. Porém Deus não deixou o homem desamparado, ali mesmo ele anunciou o evangelho (Protoevangelho - Gn 3:15) a mensagem de um pacto gracioso que iria trazer a sua criação à salvação usando de sua graça para com o homem caído.

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