terça-feira, 28 de março de 2017

Experiência de vida não dita a realidade das pessoas



A fonte intelectual da ideia de que nossas experiências do passado determinam nossa visão de Deus, dos outros e de nós mesmos provém da psicologia psicodinâmica. Essa ideia foi desenvolvida por Sigmund Freud e Erik Erikson. A teoria da psicodinâmica tem influenciado muitas pessoas, até mesmo cristãs, a dizerem que suas experiências do passado justificam viver no engano no pecado.

Alguns dizem: “Meu pai não me amava, jamais poderei conhecer Deus como Pai amoroso”; “A igreja está cheia de hipócritas, portanto, não quero nada com Deus”; “Não consigo confiar em Deus, meu pai foi um homem mentiroso”; “Meu pai não me amava, portanto, meu egocentrismo, minha autopiedade e minha incredulidade têm razão de ser. Outra pessoa causou os meus problemas, outra pessoa terá de consertá-la”.

Estes pensamentos levam as pessoas a acreditarem em Deus como distante e maldoso. Isso se torna uma desculpa para não amarem e confiarem em Deus. As pessoas mudam quando a verdade bíblica se torna mais alta e vívida do que as experiências anteriores da vida.

O que determina sua percepção de Deus? Experiências ou a Palavra de Deus? Se teu pai foi um homem abusador, crítico, negligente, egoísta, isto poderá ser uma desculpa para não conhecer Deus como um Pai amoroso?

“Por ter um pai desprezível, acho Deus desprezível”. “Tive um pastor, um pai, um chefe que me tratavam com hostilidade, não acredito em um Deus amigo”. Muitas experiências e desilusões com pessoas nas quais esperávamos que viessem nos amar e nos tratar com carinho podem nos ansiar por conhecer o verdadeiro Rei, Pastor, Mestre, Salvador e Deus.

Você pode ter se decepcionado com seu pastor quando era mais jovem, porém você poderá ficar contente em ler em Hebreus 13:20-21 que o sumo Pastor do rebanho derramou seu sangue por tua vida e para te ensinar a fazer à vontade Dele. Você pode ter tido um chefe sem educação, grosso e injusto no tratamento com você, porém, você pode se regozijar em saber que Efésios 6:5-9 pode se tornar uma verdade em sua vida e servir a Cristo com integridade, em vez de ficar amargurado e temeroso. Você pode ter crescido ouvindo que Deus não passava de um desmancha-prazeres, mas agora você pode louvar ao Deus verdadeiro porque o Salmo 36 é verdade!

Nossas experiências do passado não precisam ser determinantes em nossa visão em relação a Deus, ao próximo e a nós mesmos.

Podemos olhar para trás e descobrir o motivo porque agimos de variadas formas hoje, mas não precisamos viver do passado, nunca é tarde para fazer o que é certo. A medida que vamos nos arrependendo de nossos pecados, nossa mente vai se renovando.

Quanto mais nos esquivamos de nossas responsabilidades por nossa descrença, mais culpamos os outros e vivemos saboreando o papel de vítimas. Quando projetamos mentiras e imagens falhas de Deus, preferimos apontar os pais humanos como a causa em vez de buscar sondar as atividades do próprio coração (David Powlison).

A medida que aprendemos a nos arrepender das mentiras em que criamos, descobrimos, de modo mais vivaz, o Deu Pai.

Eu posso não ter sido educado pelos meus pais para ser um pacificador, seguindo maus exemplos, mas em Cristo, as coisas velhas passaram, tudo se fez novo, através do Espírito Santo e da Palavra, vivo em novidade de vida (2 Co 5:17).

A psicologia dinâmica tem transformado nossos relacionamentos com os pais em algo que tenta explicar e determinar quem somos. A Bíblia oferece uma explanação muito mais concreta e transformadora para nós.

Quando nos identificamos e nos responsabilizamos por nossa incredulidade, amargura, maledicência, autopiedade e mentira, passamos a reconhecer que o nosso maior problema nunca foi nosso pai, pastor ou chefe, mas nosso próprio coração orgulhoso. Quando nos arrependemos de nossos pecados aprendemos amar mais nosso Senhor. Mas aquele que vive a culpar os outros como justificativa para não assumir compromisso com Deus e sua Igreja, quase nunca se arrepende de seus pecados, esse ama pouco a Deus (Lc 7:47).

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