sexta-feira, 6 de abril de 2018

"Vox populi vox Dei"



Nestes tempos difíceis em que vivemos, quando o julgamento de Deus se manifesta sobre nossa cultura, somos chamados a crer que Deus tem levantado instrumentos de sua providência para testemunho de sua misericórdia em todas as esferas da vida, principalmente da esfera da política.

Embora a democracia seja uma forma de governo, ela assume dimensões ideológicas quando incorpora uma crença na quase infalibilidade da vox populi (a voz do povo). Quando se alega que uma política pública é correta simplesmente porque a maioria a apoia, ela se torna uma ideologia sujeita tanto às distorções quanto aos elementos positivos. A democracia é definida como o governo do povo. A ideologia democrática alega confessar a soberania do povo, nesta ideologia, o mal é identificado não apenas com o fato de o indivíduo ser governado por quem é diferente, mas também com o de ser governado por quaisquer outros indivíduos que não ele próprio. A participação popular no governo é adequada e positiva. O cidadão tem a oportunidade de avaliar o desempenho de um governo específico, e é exatamente neste momento que quando a autoridade e a lei não têm respaldo popular, elas perdem um elemento crucial que pode colocar em xeque o seu futuro. Ao mesmo tempo é preciso entender que não é a aprovação popular que cria a lei em si. A lei e, de fato, toda autoridade é uma necessidade por causa de quem nós somos: seres humanos criados, decaídos e redimidos. Os cristãos sabem há muito tempo que a lei e a autoridade por trás dela são necessárias para conter os efeitos da nossa natureza decaída. O magistrado civil é estabelecido por Deus para “punir os praticantes do mal” (1 Pe 2:14) e como “agente de punição de ira contra quem pratica o mal” (Rm 13:4). A democracia pode ser um bem, mas não é um deus. Não devemos pressupor que a democracia seja a mesma coisa que o governo justo, mas é provavelmente a melhor forma de governo atualmente disponível na nossa sociedade.

“Naquele dia os inimigos dos judeus esperavam vencê-los, mas aconteceu o contrário; os judeus dominaram aqueles que os odiavam... pois nesses dias os judeus livraram-se dos seus inimigos, e nesse mês a sua tristeza tornou-se em alegria, e o seu pranto, num dia de festa” (Ester 9:1,22)

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