sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Quinto Mandamento


“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êx 20:12)

 Olá caro leitor, é com muita satisfação que venho por meio deste estudo transmitir mais um dos preceitos que o Senhor nos revelou por sua Palavra para podermos estudá-los e praticá-los em nossas vidas. Este preceito, assim como os outros, tem sido esquecido em muitos lares e por isso tem trazido graves consequências para sociedade, visto que da família se desenvolve a sociedade e a cultura.
A finalidade deste mandamento é mostrar que Deus quer que seja mantida a ordem instituída por ele, ou seja, é nosso dever respeitar os graus de preeminência ou de autoridade que ele estabeleceu sobre nós. Devemos prestar honra e obediência aqueles que Deus colocou como nossos superiores (Pv 23:22; 2 Pe 2:13-19; Ef 5:21; Catecismo Maior de Westminster 124, 125). Devido a perversidade da nossa natureza humana que não consegue se submeter a ninguém de boa vontade, este mandamento é fortemente contrário a tendência do nosso coração. Honrar pai e mãe é a maneira como podemos sensibilizar e amolecer nosso coração para aprendermos a sujeitar-nos obedientemente nossos superiores, como na família, no trabalho e na ordem política. Fazendo isso podemos compreender a ordem natural que Deus instituiu entre os homens, criando certas hierarquias sociais.
A honra que devemos aos nossos pais compõe-se de três partes: Reverência, obediência e grato amor (CALVINO, As Institutas, I, p. 197, 2006). Antes da vinda de Cristo, no Antigo Testamento, aquele filho que viesse a falar mal de seus pais, agredi-los fisicamente, difamando-o ou menosprezando-o era punido com a morte (Êx 21:15,17). Os filhos rebeldes e desobedientes também eram punidos com a morte (Lv 20:9; Pv 20:20; Dt 21:18-21). Os filhos que deixam de cuidar de seus pais na velhice negando-lhes fazer o bem negam gratidão e amor a eles deixando de honrá-los, conforme diz Jesus Cristo em Mateus 15:4-9.
Em Efésio 6:2 vemos o apóstolo Paulo nos mostrando o quão agradável a Deus é esta submissão, pois é o primeiro mandamento com promessa. É como se Deus dissesse: “Honra teu pai e tua mãe para que, tendo vida longa, possas desfrutar por muito tempo da terra, e isso te servirá como testemunho da minha graça” (Calvino). É claro que hoje ninguém é morto por maltratar seus pais como naquela época devido ao advento de Cristo que aboliu este aspecto civil da lei. Não podemos esquecer que daremos conta de tudo que falarmos e praticarmos nesta vida no dia do Juízo (Mt 12:33-37). É comum vermos gente desse tipo morrendo em brigas, e se alguns sobrevivem até a velhice, ficam privados das bênçãos de Deus para esta vida, se consumindo com todo tipo de vício, abatidos e frustrados.
Existe porém uma limitação imposta a nossa obediência aos pais e as autoridades (Lc 14:26; Mt 10:35-37). Há uma distinção entre esferas familiar, eclesiástica, governamental, comercial, acadêmica e etc. Cada esfera ou instituição social possuem leis estruturais que as diferenciam uma das outras, e que estabelecem seus limites competenciais. Se os nossos pais quiserem nos levar a transgredir a lei de Deus, com sabedoria e justiça deixaremos de considera-los neste momento como pais, passando a vê-los como estranhos, pois tentam nos afastar da obediência ao nosso Senhor. O mesmo critério deve ser aplicado com relação aos nossos governantes e demais superiores. Se o meu chefe pedir que eu venha fazer algo que venha desonrar o nome de Deus eu não poderei obedecê-lo. Se em algum momento for aprovada em nosso país alguma lei que não está de acordo com os preceitos revelados pelo Senhor nas Escrituras, o cristão não poderá se submeter a ela. Os limites da participação cristã na cultura ou em qualquer esfera, devem ser de acordo com os padrões estabelecidos por Deus em sua palavra. “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). Bendito seja o nome daquele que por seu sangue nos limpa de todo pecado quando os confessamos, pois ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça, ele é o nosso advogado e está junto ao Pai (1 Jo 1:8,9; 2:1), e hoje nos chama para começar tudo de novo, para viver da maneira certa, o seu nome é JESUS!

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