quinta-feira, 18 de junho de 2015

Construtivismo e Ideologia de Gênero na Educação



Foi publicado na revista Gestão Escolar na edição de abril/maio deste ano um artigo sobre como incentivar crianças e adolescentes tomarem gosto de leitura. E foi colocado que o caminho para se garantir que todas as crianças e adolescentes se tornem leitores “autônomos e competentes” é deixando que elas construam seu conhecimento sem que ele seja transmitido pelo professor, pois o educador é um mediador na construção de comportamentos e não deve transferir seu desejo e proficiência para os alunos. Esta é a filosofia educacional de maior influência ou abrangência na sociedade brasileira, o Construtivismo.
De acordo com a teoria educacional desenvolvida pelo biólogo e pensador suíço Jean Piaget (1896-1980), ele considera o conhecimento como sendo um resultado das interações da pessoa com o meio ambiente onde vive. Nesse conceito, todo conhecimento é uma construção que vai sendo gradativamente formada desde a infância, no relacionamento com os objetos físicos ou culturais com as quais a criança têm contato.
 O construtivismo vê como prejudicial o direcionamento do professor, pois ele é apenas o agente facilitador, ou seja, se pais e mestres agirem como agentes transmissores de conhecimento não estarão respeitando o individualismo de cada criança. A influência do Construtivismo na escola e na sociedade não está apenas restrita à metodologia de ensino e à rejeição ao direcionamento e transmissão de conhecimento. Essa filosofia de ensino se relaciona com as áreas de DISCIPLINA, VALORES E MORAL DAS PESSOAS, conceitos de CERTO OU ERRADO, e assim por diante.
Para Piaget o direcionamento Pedagógico é igual a coação intelectual e direcionamento ético é igual a coação moral. É uma filosofia que atinge tanto a esfera cognitiva e moral. As consequências da visão pedagógica de Piaget é portanto, a eliminação do direcionamento e da correção de rumo das salas de aula, pois seriam fatores inibidores da construção moral e intelectual esperada das crianças. Ausência de direcionamento é o que o construtivismo defende.
Nas Câmaras Municipais de todos os municípios do Brasil tramitam projetos de Lei para instituir os Planos Municipais de Educação (PMEs) para os próximos dez anos. Nestes planos são apresentados metas e estratégias do Plano Nacional de Educação (PNE), conforme Lei nº 13.005/14. Um dos conteúdos que se pretende inserir nos Planos Municipais de Educação é a chamada “ideologia de gênero”.
A ideologia de gênero pressupõe uma ideologia de ausência de sexualidade, ou seja, o conceito de homem e mulher, masculino e feminino são considerados construções culturais e sociais, da qual uma pessoa pode “construir” sua “identidade de gênero”.
Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada e o efeito disso já é visível aos nossos olhos. Como os materiais escolares estão tratando os conceitos de verdade, de moral e de ética? “Não há nenhuma outra ofensa visível que, aos olhos de Deus, seja um fardo tão pesado para o mundo e mereça castigo tão duro quanto a negligência na educação das crianças” (Martinho Lutero – Carta aos Prefeitos e Conselheiros da Alemanha em Prol de Escolas Cristãs).
“Conhecimento não é fruto de um agente “facilitador”, mas de um agente transmissor” (Solano Portela – O que estão ensinando aos nossos filhos?; Sl 39:4;). Hoje muito se ouve falar que o que é verdade para mim pode não ser para você, ou seja, cada um constrói sua verdade. O importante é o amor!
Somente a partir da Bíblia podemos reconstruir bases para uma nova percepção da vida com relação aos padrões morais absolutos de Deus.  A Palavra de Deus entra em total contraste com estes ensinamentos seculares. Nós pais somos a primeira opção de Deus para educação Cristã em nossos lares. Não deixe de ensinar seus filhos, seja um agente transmissor dos padrões morais de Deus. Somente equipados no conhecimento de sua palavra podemos andar de modo digno de Deus (Cl 1:9).
“O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez. (...) e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos”(Salmos 78:3-7).

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